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Imposição de mãos para a cura
Carlos Garcia Costa
terça feira, 07 de abril de 2009
 

Está escrito em I Crônicas 29.11,12:

“Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.”

Mão é sinônimo de posse, domínio, autoridade, poder, auxílio, ajuda, trabalho, etc. Mão posta, por exemplo, significa mão erguida para orar ou suplicar.

A imposição de mãos nada mais é do que o ato de erguer as mãos por cima do objeto de oração ficando em uma altura superior do mesmo. Este é o princípio apostólico ensinado por Jesus Cristo segundo Marcos 16.17-18:

“E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome... porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.”

Colocar as mãos sobre os enfermos (erguer as mãos) é diferente de colocar as mãos no enfermo (baixar as mãos). Não há nenhuma necessidade que se coloque a mão na pessoa que receberá a oração. Não é preciso tocar o outro, ou por a mão em contato com o outro, ou ainda pegar o outro.

O ensino de Jesus é muito claro e objetivo no que se refere à oração com imposição de mãos, ele disse, “porão as mãos sobre os enfermos”, ou seja, colocar as mãos por cima dos enfermos, erguendo-as, ficando uma altura superior ao corpo físico da pessoa.

É importante que os cristãos saibam sobre isso porque existem pessoas mal intencionadas agindo dentro de muito serviço considerado religioso. Elas usam de uma falsa piedade, aproveitando da boa fé alheia, para tocar no corpo destas pessoas e assim satisfazerem seus prazeres doentios. Muitos casos de abuso sexual (fornicação, adultério e pedofilia) na igreja surgem a partir da pratica indevida deste princípio bíblico.

Outra coisa é para se evitar o prestidigitador (do latim praestigium = charlatanice). Praticantes do magismo, são os ministros-mágicos que graças à sutileza do espírito (carisma e eloquência) e à destreza das mãos, produzem ilusões que enganam ao público. Seus milagres não passam de uma peça teatral com transformações fantásticas (operações espirituais e milagres), puro ilusionismo (do latim ilusio = engano).

Descendentes de Simeão, o mago (Atos 8.18), são homens cujos corações não são retos, presos nos laços da iniqüidade (II Pedro 2.15 / Judas 1.11 / Apocalipse 2.14). Simão, fundador do Gnose, é tido como o “pai das heresias”, mas seu heresiarca não é outro senão o próprio diabo (João 8.44) e todos que andam por este caminho são seus filhos e netos.

É importante que os cristãos saibam que uma heresia é uma doutrina cristã apócrifa (do grego apókriphos = obscuro, oculto), ou seja, em matéria de ensino ela sustenta uma interpretação ou motivação contrária aos princípios estabelecidos pelo Evangelho de Jesus Cristo e a doutrina dos Apóstolos. Em outras palavras, seu ensino não é reconhecido nem confirmado pelas Sagradas Escrituras. (II Coríntios 11.4 / I Timóteo 6.3-5 / II Timóteo 4.3,4).

Por fim, reforço novamente o ensino de Jesus Cristo sobre a oração com imposição de mãos para a cura dos enfermos:

“E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome... porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.”

Jesus deu todo poder e autoridade para aqueles que o têm como o único e verdadeiro Deus e toma digno de crédito a sua Palavra, usarem seu nome (João 14.14 / João 16.23) e também ordenou que se colocassem as mãos sobre os doentes para a cura num ato de transferência de unção. Isso é o que se acha determinado pelo Novo Testamento cristão.

Sola Scriptura,
Sola Christus,
Sola Gratia,
Sola Fide,
Soli Deo Gloria.

 
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